Métodos Anticoncepcionais: Atualização e orientações para um melhor uso

Os métodos de controle de natalidade mais utilizados no Brasil são as pílulas hormonais de estrógenos e progesterona e a laqueadura tubária. Estes dois juntos compreendem cerca de 80% das mulheres que utilizam algum método contraceptivo. Entretanto, nem todas as mulheres podem usar este tipo de medicamento e outras alternativas devem ser sugeridas. 

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A grande maioria das mulheres que faz uso de métodos contraceptivos opta pelas pílulas anticoncepcionais (cerca de 50%). A questão é que a grande maioria dessas mulheres não faz consulta médica para que o médico oriente quanto ao melhor método contraceptivo para a sua realidade.

Anticoncepcional oral hormonal é um medicamento com efeitos colaterais bem conhecidos e deve ser orientado em consulta médica.

Existem os critérios de elegibilidade que organizam os anticoncepcionais mais adequados para cada mulher. Estes avaliam os fatores de risco que podem ser agravados pelo uso de hormônios das pílulas.

A prescrição de anticoncepcionais deve ser específica para cada mulher. Durante a consulta de planejamento familiar a mesma deve ser orientada quanto aos métodos existentes. Deve haver pesquisa sobre fatores de risco que podem ser agravados pelo uso de métodos hormonais. Dentre eles destacam-se

  • Doenças sanguíneas;
  • Doenças do fígado;
  • Enxaqueca;
  • Doenças cardiovasculares.

O maior cuidado com o uso de hormônios anticoncepcionais deve ser tido com as mulheres que possuem os seguintes fatores de risco:

  • Tabagismo;
  • Obesidade;
  • Consumo de álcool;
  • História familiar ou pessoal de trombofilias;
  • Enxaqueca com aura;
  • Doença arterial coronariana;
  • Distúrbio de ritmo cardíaco;
  • Diabetes mellitus.

O uso inadvertido de contracepção hormonal favorece o surgimento de efeitos colaterais potencialmente graves.

Em alguns países são adotados listas de fatores de risco, como check-lists, que as mulheres marcam e agilizam a consulta para a prescrição de anticoncepcionais.

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Qual o intervalo ideal e como fazer as pausas?

A grande maioria dos anticoncepcionais comercializados no Brasil se encontra na apresentação de 21 comprimidos. Estes devem ser usados com pausa de 7 dias, antes de iniciar a próxima cartela. O mais importante é fazer este intervalo fixo, independentemente da presença de sangramento transvaginal na pausa.

Caso a cartela possua 24 comprimidos, a pausa é de 4 dias. Novamente, não é necessário aguardar a presença de sangramento para iniciar a próxima cartela.

As apresentações de 28 comprimidos permitem fazer uso contínuo, sem pausa. Estes possuem a característica de manter a mulher sem ciclos menstruais. É indicado para a dor menstrual cíclica e sangramento uterino disfuncional. 

Como lidar com os principais efeitos colaterais?

A presença de vários efeitos colaterais associados ao uso de anticoncepcionais é um dos fatores que provoca a desistência do uso pelas mulheres. No entanto, a grande maioria dos efeitos desaparece após um período de 3 meses de uso. 

Os mais comuns(e como reduzir sua intensidade) são:

  • Sangramento disfuncional trocar por um método com maior quantidade de estrógenos. Este efeito é o que mais causa abandono do método. Pode ser manejado com anti-inflamatórios e medicamentos que aumentem a coagulação.
  • Náusea – reduzir a quantidade de hormônio ou fazer o uso antes de dormir.
  • Dor nas mamas – trocar por um anticoncepcional com menor quantidade de hormônio ou que possua o progestágeno Drospirenona.
  • Retenção de líquido – trocar por um anticoncepcional com menor quantidade de estrógenos ou usar uma pílula que possua o progestágeno Drospirenona.
  • Dor de cabeça – as mulheres que possuem enxaqueca com aura não devem usar anticoncepcionais hormonais, pelo aumento do risco de Acidente Vascular Encefálico. Caso seja aumento de cefaleia tensional, trocar por um comprimido que possua Valerato de Estradiol(estrógeno natural) ou o progestágeno Dienogeste.

 

Por que as mulheres fazem laqueadura tubária?

Existe a ideia popular de que a laqueadura tubária é um método à prova de falhas. Isso não é verdade pois existe uma taxa de falha específica para este método. Além disso há o risco cirúrgico e a irreversibilidade do procedimento.

Muitas mulheres se arrependem após a realização da laqueadura. O problema é que após realizada, a reversão é difícil, cara, de difícil acesso e geralmente a mulher necessita de procedimentos de fertilidade assistida para engravidar novamente.

Os principais fatores associados a arrependimento são:

  • Idade mais jovem;
  • Início de um novo relacionamento;
  • Morte de um filho;
  • Melhora da condição financeira.

A mulher deve ser desencorajada a realizar a laqueadura. A orientação deve ser voltada para a existência de outros métodos contraceptivos tão seguros quanto, porém reversíveis. Os DIUs por exemplo podem ser mantidos por até 10 anos na cavidade uterina, sem perda da efetividade e com reversibilidade praticamente imediata após a sua retirada.

Contracepção é um assunto sério e que faz parte da saúde feminina. Converse com seu médico e procure informações para não sofrer de forma desnecessária.

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Fonte:

FEBRASGO. Manual de orientação à anticoncepção. 2008.

FEBRASGO. Contracepção em situações especiais. 2015.

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