Fertilização in vitro

Louise Braun, nascida em 25 de julho de 1978, conhecida como o “bebê de proveta”, deu início a uma nova era na reprodução assistida. Foi o primeiro ser humano nascido com técnicas de Fertilização in vitro(FIV). Logo após, muitas outras possibilidades para a FIV foram descobertas e hoje ela é amplamente utilizada em vários problemas reprodutivos.

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Quais as indicações de FIV para infertilidade feminina?

A principal é a lesão irreversível das trompas, que pode ser causada por DIP e endometriose. Nos casos de hidrossalpinge, a correção com ligadura da trompa é capaz de melhorar os resultados da FIV.

A endometriose tem alta associação com infertilidade tanto por obstrução das tubas como por fatores imunológicos e dificuldade de recepção endometrial do embrião. Os mecanismos ainda não são totalmente compreendidos.

Sabemos que na endometriose em Graus III e IV, os resultados da FIV são piores em comparação com as demais causas de infertilidade. Alguns autores defendem a cirurgia para ressecção de focos ovarianos de endometriose antes da realização da FIV.

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Quais as indicações masculinas de FIV?

Casais com infertilidade sem causa aparente que foram submetidos a Inseminação Artificial, e que não obtiveram sucesso, podem realizar a FIV. Para alguns autores, deve inclusive preceder a Inseminação Artificial. Esta é uma decisão complexa e que deve levar em consideração as características de cada casal.

Demais indicações:

  • Em infertildiade de causa imunológica, nos casos em que a mulher produz anticorpos contra os espermatozoides, a FIV pode ser realizada após 3 tentativas de Inseminação Artificial sem sucesso.
  • Em pacientes com câncer, que serão submetidas a irradiação pélvica ou quimioterápicos, podem realizar congelameto dos embriões para uso posterior.

Quais as condições necessárias para o casal realizar a FIV?

  • Pelo menos um ovário sensível a estimulação;
  • Útero normal e capaz de abrigar um feto durante toda a gravidez
  • Amostra de sêmen satisfatória.

Quais as etapas da FIV convencional?

Estimulação ovariana – as primeiras técnicas utilizavam os ciclos normais e apresentavam grande dificuldade. Com o uso do Citrato de Clomifeno e das gonadotrofinas, a estimulação ovariana facilita a ovulação e a captação do óvulo.

Aspiração folicular – os óvulos são colhidos por aspiração individual de cada folículo por meio de agulhas especiais. O procedimento é realizada após a 26 a 28 horas do pico de LH endógeno. A ultrassonografia auxilia na localização e facilita muito a realização do procedimento.

Os espermatozoides são coletados e armazenados para a realização da FIV. A amostra é obtida por masturbação, após 2 dias de abstinência sexual.

Processo de FIV em laboratório – os óvulos são colocados em meios de cultura enriquecidos com proteínas e nutrientes, onde completam fases do desenvolvimento e podem ser inseminados.

Transferência de embriões para a cavidade uterina – após a inseminação, geralmente a transferência é realizada entre 48 a 120 horas. A decisão de quantos embriões serão transferidos varia de acordo com o protocolo vigente. Sabe-se que quanto mais embriões transferidos há maior chance de gestação. Entretanto, as gestações múltiplas elevam a morbi-mortalidade materna e fetal.

Suplementação hormonal – associação de progesterona e hCG para “simular” as variações hormonais que ocorrem em uma gestação natural. Havendo gestação, o uso da preogesterona é mantido até 6 a 12 semanas.

Qual a taxa de sucesso da FIV?

As taxas de parto após FIV variam de acordo com o serviço, entre 20 e 40%. Os índices de cesárea são altos motivados por gestações múltiplas, apresentações anômalas em fetos prematuros e doenças maternas.

E como é feita a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides(IIE)?

Técnica que utiliza injeção do material genético do espermatozoide diretamente no óvulo feminino. É indicada para infertilidade masculina severa, em que os espermatozoides são incapazes de realizar a fecundação.

São indicações:

  • Oligoastenoteratozoospermia – espermatozoides com mobilidade insuficiente, em pouca quantidade ou com malformações.
  • Azoospermia obstrutiva.
  • Falha da FIV convencional em ciclos anteriores.
  • Alta concentração de anticorpos anti-espermatozoides.
  • Pacientes com lesão da medula espinhal.
  • Ejaculação retrógrada.

A estimulação ovariana e a coleta dos oócitos é realizada de forma semelhante à FIV convencional.

A IIE é um procedimento mais dispendioso e delicado que a FIV convencional. Contudo, em muitos centros, tem sido escolha por aumentar bastante a chance de gestação em comparação com os demais métodos.

VEJA TAMBÉM – Causas de infertilidade conjugal: um guia completo

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Fontes:

FEBRASGO. Manual de Orientação à Reprodução Humana. 2011.

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