Anticoncepcionais que podem ser usados no pós-parto e durante a amamentação

Métodos anticoncepcionais no pós-parto devem ser particularizados para não trazer malefícios ao bebê em aleitamento. A própria lactação funciona como contraceptivo por inibir a ovulação. Além disso outros métodos podem ser utilizados como DIU, implantes, progesterona oral e esterilização cirúrgica.

Métodos contraceptivos

Fisiologia menstrual no pós-parto:

A ovulação retorna em cerca de 27 dias após o parto, na ausência de aleitamento. Com aleitamento constante, dia e noite, com intervalo de 3 horas, os ciclos ficam suprimidos por 06 meses. Neste período a proteção contra gestações é de 98%.

Esta contracepção ocorre para que haja maior intervalo entre os partos. Em intervalos menores que 18 meses há aumento de prematuridade fetal, baixo peso ao nascer e paralisia cerebral. Além disso a mulher tem maior risco de hemorragia pós-parto, infecções puerperais e anemia.

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Desta forma a contracepção puerperal deve ser feita de forma a preservar a saúde da mulher e de seu filho. Os principais métodos disponíveis são:

  1. Método de Amenorreia da Lactação:

Durante o aleitamento a produção de LH suprime o desenvolvimento e maturação dos folículos ovarianos. Não há pico hormonal que causa a ovulação. Deve respeitar o intervalo de 3 horas, mesmo à noite, em aleitamento materno exclusivo.

Tem as vantagens de ser gratuito, natural e estimular o aleitamento materno. Entretanto exige disciplina materna e deve ser suspenso com o retorno do sangramento menstrual.

  1. Dispositivo intrauterino(DIU):

Método altamente eficaz, com taxa de falha estimada em 0,2 a 2% em 100 mulheres/ano. Pode ser composto de cobre ou com progesterona de liberação lenta.

O DIU de cobre causa inflamação no tecido uterino que impede a progressão dos espermatozoides e a fecundação. Pode causar aumento da dor mesntrual e do sangramento.

O DIU de progesterona promove efeitos locais de espessamento do muco cervical e redução dos vasos uterinos. Impede a passagem dos espermatozoides e deixa o endométrio impróprio para a deposição do óvulo fecundado.

  1. Progesterona isolada:

Boa escolha para mulheres que retornam a menstruar ou que alteram alimentação do bebê. Os efeitos da progesterona causam espessamento do muco cervical, impedem o pico hormonal que causa a ovulação e alteram o tecido endometrial.

Não há passagem para o leite de forma suficiente a causar efeitos no feto. Também não altera a lactação.

Pode ser usada na forma de comprimidos, adesivos, implantes subdérmicos ou injetável.

  1. Laqueadura tubária:

Esterilização cirúrgica definitiva feminina. Pode ser realizada após 60 dias ou mais do parto, em mulheres com mais de 25 anos e 02 filhos vivos. Também deve haver consentimento livre e esclarecido assinado pela mulher e seu cônjuge.

Orientação adequada sobre a irreversibilidade do procedimento devem ser feitas à mulher que opta por este método. Outras formas de contracepção devem ser oferecidas.

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Fontes:

Vieira, C; Brito, M; Yazlle, M; Contracepção no puerpério. Revista Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia. 2008. Volume 30. Edição 09.

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