Trabalho de Parto Prematuro: Causas e Sintomas

O parto prematuro ou pré-termo é aquele que ocorre entre 20 e 37 semanas de idade gestacional. Tem diversos fatores associados como infecções maternas, vulvovaginites, alterações do colo uterino e gemelaridade.

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Quais os fatores de risco para o parto pré-termo?

São muitos os fatores associados com o parto prematuro. Dentre eles destacam-se as infecções e as hemorragias por descolamentos de membranas ovulares. Oferecem especial risco por ativar as fibras uterinas contráteis e dar início ao trabalho de parto.

Vamos falar um pouco sobre como estes fatores são capazes de deflagrar o trabalho de parto:

Inflamação – a presença de estados infecciosos maternos estão associados a maior produção de prostaglandinas, que induzem contrações uterinas. As vulvovaginites maternas tem produção local de fatores de inflamação e proteínas capazes de degradar tecido como o da membrana amniótica, além das prostaglandinas, agindo associadamente para causar parto prematuro.

Estresse metabólico – a pré-eclampsia é um estado de isquemia fetal com produção de radicais livres e estresse metabólico com repercussão no endotélio vascular com risco de danos renais, hepáticos e cerebrais para a mãe, podendo até mesmo levar ao óbito. Em distúrbio hipertensivo grave, que ponha em risco a vida materna, a gestação é interrompida independentemente da idade gestacional.

Modificações do colo – pacientes com alterações da competência do colo uterino (incompetência istmo-cervical), é causa de abortamentos de repetição e necessidade de procedimento cirúrgico para manter a gestação até o termo.

Isquemia – alterações da perfusão placentária para o feto podem causar sofrimento e acidose, com necessidade de interrupção da gestação, como forma de salvar o concepto.

Hemorragia – doenças hemorrágicas placentárias como a placenta prévia geralmente apresentam complicações que necessitam de interrupção da gestação antes do termo, para evitar complicações maternas e fetais.

Estão associados a perto pré-termo também as gestações gemelares, devido ao aumento de pressão intrauterina e o risco maior de rotura prematura da membrana amniótica.

Parto pré-termo anterior, estatura materna abaixo de 1,52m e baixo nível socioeconômico são fatores maternos que devem ser pesquisados por estarem associados a maior risco de término gestacional antes das 37 semanas.

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O que a mulher sente quando se inicia o trabalho de parto prematuro?

A sintomatologia da paciente é a de contrações uterinas, que se traduzem por dor em baixo ventre, tipo cólica, de moderada a forte intensidade, em intervalos regulares, sendo pelo menos 3 em 10 minutos. Estas contrações são capazes de alterar a forma do colo uterino e conduzir a paciente ao parto. Com estes achados a paciente deve ser submetida a avaliação da movimentação fetal, ausculta dos batimentos cardíacos fetais e toque obstétrico. 

Como o feto tem tamanho reduzido, o parto pode ocorrer antes que a dilatação do colo uterino chegue a 10cm. Desta forma é importante que a mulher busque a maternidade aos primeiros sinais de trabalho de parto.

É importante realizar rastreamento de infecções maternas, em especial as infecções do trato urinário. São solicitados sumário de urina e PCR. Uma ultrassonografia com perfil biofísico fetal pode ser de grande utilidade.

A avaliação médica deve buscar:

  • Dor em baixo ventre de moderada a forte intensidade.
  • Dor em cólica com sensação de enrijecimento abdominal.
  • Repetição em intervalos regulares.
  • 03 ou mais contrações em 10 minutos.

Estas contrações são capazes de alterar a forma do colo uterino e conduzir a paciente ao parto. Com estes achados a paciente deve ser submetida a avaliação da movimentação fetal, ausculta dos batimentos cardíacos fetais e toque obstétrico. 

Como o feto tem tamanho reduzido, o parto pode ocorrer antes que a dilatação do colo uterino chegue a 10cm.

Quais os exames complementares que podem ajudar no trabalho de parto prematuro?

É importante realizar rastreamento de infecções maternas, em especial as infecções do trato urinário. São solicitados sumário de urina e PCR. Uma ultrassonografia com perfil biofísico fetal pode ser de grande utilidade. Outros métodos que podem ajudar são:

1.Comprimento do colo uterino:

As modificações do colo uterino começa a ocorrer em 8 a 4 semanas antes do trabalho de parto. O ultrassom transvaginal pode avaliar estas modificações e identificar quais gestantes apresentam maior risco de trabalho de parto pré-termo.

O trabalho de parto é mais provável quando o colo uterino apresenta medida menor que 30mm. A idade gestacional que melhor relaciona esta medida é por volta de 24 semanas.

Ao detectar uma gestante com colo uterino curto, o acompanhamento é modificado, deixando a gestante referenciada para um serviço com suporte para a prematuridade e realizando corticoterapia para a maturação pulmonar fetal.

2.Fibronectina + Comprimento do colo uterino:

A associação dos dois métodos tem aumento da capacidade diagnóstica do trabalho de parto pré-termo. Desta forma, há maior segurança em iniciar medidas para melhorar a sobrevida do recém-nascido prematuro.

3.Marcadores bioquímicos do trabalho de parto pré-termo:

Durante o trabalho de parto ocorre aumento das substâncias inflamatórias. Acredita-se que estes atuem no aumento da atividade da ocitocina e intensifiquem as contrações uterinas. Por isso, ocorre trabalho de parto nas situações de inflamação como nas doenças maternas, nos sangramentos e nas infecções do trato urinário, por exemplo.

A fibronectina fetal é um marcador que vem mostrando bons resultados na indicação de que a mulher pode evoluir para trabalho de parto pré-termo. Está presente no início do desenvolvimento fetal e volta a ter sua concentração aumentada cerca de 1 semana antes do parto. Desta forma, sua identificação está associada a proximidade com o nascimento.

Tem maior utilidade na confirmação do trabalho de parto em gestantes com sintomas sugestivos e exame físico duvidoso.

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Fontes:

DÓRIA, Maíra M; SPAUTZ, Cleverton C; Trabalho de parto prematuro: Predição e prevenção. FEMINA. Set 2011

FREITAS, et al. Rotinas em Obstetrícia. 2011.

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