Trabalho de Parto: Duração e Períodos Clínicos

O trabalho de parto se inicia de forma leve e se intensifica até que haja contrações uterinas capazes de dilatar o colo uterino e expulsar o feto para o ambiente externo. É demorado e necessita de cooperação e orientação adequada da mãe e do seu acompanhante para que contribuam de forma positiva para o nascimento adequado.

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Como saber que o trabalho de parto está começando?

O trabalho de parto propriamente dito ocorre quando há contrações uterinas coordenadas e fortes o suficiente para causarem alterações no colo uterino. Muito raramente este processo é rápido. Geralmente dura várias horas e necessita de apoio e orientação adequados da mulher para que possa contribuir e protagonizar o nascimento do seu filho.

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Ter uma contração já indica o início do trabalho de parto?

Não. Existem as contrações uterinas isoladas, conhecidas como Contrações de Braxton-Hicks. Representam um “treino” uterino para que esteja preparado para o trabalho de parto.

Suas características são ausência de coordenação entre as contrações, início entre 30 e 36 semanas e ausência de perda do tampão mucoso. 

Por que os médicos dividem o trabalho de parto em períodos?

Para avaliar a necessidade de a gestante ficar internada. O primeiro período apresenta muita lentidão do desenvolvimento da dilatação. Desta forma não há necessidade de a gestante permanecer internada por um período que pode ultrapassar 24 horas. 

O ideal é que a parturiente seja admitida na maternidade na fase ativa, com contrações mais coordenadas. Neste caso, o acompanhamento clínico e psicológico são fundamentais para o desenvolvimento saudável do nascimento do seu filho.

Quais os períodos do trabalho de parto?

1. Período premunitório(pré-parto) – ocorrem contrações isoladas, com um ritmo que tende à coordenação, mas ainda sem intervalos bem definidos.

O fundo uterino desce de 2 a 4cm, quando a mulher costuma dizer que está sentindo a barriga “mais baixa”. Isto ocorre com o desenvolvimento do encaixe fetal na bacia materna para o nascimento. 

Durante a tentativa de encaixe na pelve há aumento da movimentação fetal. Após o encaixe, já no início da fase ativa, a tendência é de que a movimentação fetal seja reduzida. 

Há início da modificação do formato do colo uterino em decorrência das contrações. Estas podem ser reconhecidas pelo exame de toque obstétrico. Podem ser percebidos, amolecimento e apagamento(redução do comprimento).

Ocorrem também modificações ventilatórias(com sensação de falta de ar) e circulatórias, que aumentam a produção de muco(tampão mucoso).

Sua duração é estimada em 14 a 20 horas.

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2. Trabalho de Parto – é definido como a ocorrência de no mínimo 2 contrações uterinas em 10 minutos, rítmicas e com duração entre 50 e 60 segundos.

Devem se espalhar por todo o útero, desde o fundo ao colo, para que desenvolvam o gradiente de força que “empurra” o feto em direção ao ambiente externo.

Está presente apagamento(redução do comprimento) do colo em primíparas ou 2cm de dilatação em multíparas. Também há protrusão da bolsa amniótica, ou seja, formação de bolsa-das-águas e perda de tampão mucoso em maior quantidade.

Sua duração total é estimada em 10 a 12 horas na primeira gestação e de 6 a 8 horas nas gestações seguintes.

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Quais as fases clínicas do trabalho de parto?

1ª – Dilatação – As contrações uterinas causam tração longitudinal das fibras do corpo uterino e pressão da apresentação fetal promovem abertura do canal de parto.

Há modificação do colo uterino até que haja espaço suficiente para a passagem fetal. Esta ocorre geralmente quando a dilatação completa 10cm. 

2ª – Expulsão – ocorre sincronismo entre musculatura uterina, da parede abdominal e do diafragma, empurrando de cima para baixo e posteriormente até a expulsão completa fetal.

A contração involuntária do útero se intensifica chegando a 5 em 10 minutos. Útero fica com seu fundo na cicatriz umbilical.

Tem duração estimada em 50 minutos a 2 horas na primeira gestação e de 20 minutos nas gestações subsequentes.

3ª – Delivramento – deslocamento, descida e desprendimento placentário. OMS indica que deve ser feita conduta ativa para reduzir sangramento. Esta envolve ocitocina IM ou diluída no soro após desprendimento dos ombros fetais, massagem uterina com tração controlada do cordão para retirada mais rápida.

Dura normalmente entre 5 e 30 minutos.

4ª – Pós-parto imediato – período em que deve ser mantida vigilância clínica pois compreende a grande parte dos sangramentos maternos de repercussão clínica grave.

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Fontes:

MONTENEGRO, C.A.B; REZENDE FILHO, J. Rezende: Obstetrícia Fundamental. 12.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

Ministério da saúde do Brasil.Gestação de Alto Risco. Manual Técnico. 5ª Edição. Brasília-DF. 2012.

ZUGAIB, M. Zugaib Obstetrícia. 2ª Edição. ed. Barueri: Manole, v. Único, 2012.

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