Útero, Histerectomia e Sexualidade

A histerectomia é uma das cirurgias mais realizadas no Brasil. Geralmente é motivada por sintomas persistentes como o sangramento transvaginal. Antes da realização do procedimento é importante a orientação adequada da mulher para evitar impacto psicológico. ScreenShot049 O que é o útero?

É um órgão muscular localizado na cavidade pélvica feminina. Tem a função de fornecer o espaço e o ambiente adequado para o desenvolvimento da gestação, quando cresce e sofre transformações em relação a sua formação e vascularização.

Possui uma camada interna, chamada endométrio, que responde às variações hormonais do ciclo menstrual feminino, ficando preparado para receber o óvulo fecundado e dar início ao desenvolvimento da gestação. Na ausência de fecundação, ocorre perda da vascularização e morte celular, ocorrendo o sangramento que caracteriza a menstruação.

Sua função primordial, portanto, é reprodutiva, sendo o local em que a gestação se inicia e responsável por abrigar o feto até o momento do nascimento. Durante o trabalho de parto desenvolve contrações de forma sincronizada e organizada, com aumento constante de intensidade, de modo a conduzir o bebê pelo canal de parto.

O útero produz hormônios?

Não. O útero não tem produção hormonal. Quem produz os hormônios do trato genital feminino são os ovários. Durante a gestação, a produção hormonal também é realizada pela placenta. ScreenShot054 O que é histerectomia? Quais os tipos?

É a retirada cirúrgica do útero. Possui diversos tipos de acordo com o motivo para a sua retirada. Pode ser total, com a retirada completa do útero ou subtotal retirada do útero com a permanência do colo uterino.

A forma subtotal é uma cirurgia tecnicamente mais fácil e mais rápida, sendo a preferência nas complicações obstétricas como sangramento por atonia uterina.

Quais as causas de histerectomia?

As doenças benignas com sintomas persistentes, como os miomas, são a principal causa de histerectomia. Felizmente as doenças malignas como os cânceres são mais raras. A histerectomia é a segunda cirurgia mais realizada em mulheres em idade fértil, perdendo somente para a cesariana.

Quais os fatores de risco para histerectomia?

  • Miomas uterinos sintomáticossão a principal causa de histerectomia no Brasil. Quando os miomas são sintomáticos, geralmente com sangramento persistente e de difícil tratamento, que prejudica as atividades diárias da mulher. Ocorre principalmente em mulheres com idade mais avançada e prole constituída, sem desejo de novas gestações.
  • Sangramento uterino anormal persistente – outras doenças uterinas que causam sangramento persistente como os pólipos e o sangramento uterino disfuncional, também são causas de histerectomia.
  • Nuliparidade – as mulheres que nunca tiveram gestações apresentam maior prevalência de doenças benignas uterinas como os miomas. Estas são motivo frequente de histerectomia.
  • Idade – com o final da vida reprodutiva da mulher, há menor quantidade de esforços para a preservação do útero e maior incidência de histerectomia.
  • Sintomas pré-operatórios – quanto mais intensos forem os sintomas das doenças uterinas, maior o desejo da mulher de buscar uma solução definitiva.

ScreenShot076 Há alteração hormonal após a histerectomia?

Não. Como o útero não tem função de produção hormonal, não há sintomas hormonais como os do climatério e menopausa após a sua retirada. Somente a cirurgia chamada Pan-histerectomia, que faz a retirada dos ovários causa estes sintomas.

Depois da histerectomia a mulher não precisa fazer exame de prevenção ginecológica (papanicolau)?

Depende. Se a histerectomia for total, o colo do útero é retirado então não há necessidade de realizar rastreamento de câncer. Contudo, na histerectomia subtotal, o colo do útero permanece e pode ser foco de alterações uterinas malignas. Nestas, a rotina de exames preventivos permanece a mesma.

Por que a histerectomia pode afetar a sexualidade feminina?

Em algumas mulheres, podem ser desenvolvidos sintomas de disfunção sexual após a retirada do útero. Contudo, até hoje, não foi encontrada relação anatômica que justifique esta alteração.

Como a sexualidade depende de fatores sociais e psicológicos, intrínsecos da própria mulher, a ideia de perda da identidade feminina após a retirada do útero, é indicada como a responsável por isso.

Como o útero tem a função de reprodução, a mulher pode se sentir “menos feminina” após a sua retirada. Para evitar isso, é importante a orientação pré-operatória adequada, quanto à ausência de impacto fisiológico para a mulher e que a mesma continua perfeitamente feminina. ScreenShot053 Fontes:

ARAÚJO, Thália V, AQUINO, Estela M. Fatores de risco para histerectomia em mulheres brasileiras. Caderno de Saúde Pública. 2003

FALEIROS, Nayara de Paula.A sexualidade em mulheres submetidas à histerectomia total e subtotal. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. [online]. 2011, vol.33, n.3, pp. 151-151. ISSN 0100-7203.  http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032011000300012. TOZO, Imacolada Marino et al. Avaliação da sexualidade em mulheres submetidas à histerectomia para tratamento do leiomioma uterino. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. [online]. 2009, vol.31, n.10, pp. 503-507. ISSN 0100-7203.  http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032009001000006.

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