Laqueadura Tubária: Por que há tantos casos de arrependimento?

A laqueadura tubária é o procedimento de esterilização cirúrgica feminina. Embora existam técnicas de recanalização, é tida como irreversível dada a baixa qualidade da reversão. Desta forma a mulher deve estar ciente do caráter de permanência da contracepção ao optar por esta técnica.

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O que é a laqueadura tubária?

A laqueadura tubária é o método de contracepção irreversível para as mulheres. É feita através de cirurgia que faz o fechamento ou interrupção das trompas. Desta forma fica impedido o contato dos espermatozoides com o óvulo e assim não ocorre gestação.

Para a sua realização é necessário que a mulher tenha:

  • 25 anos ou mais;
  • 02 filhos vivos;
  • Manifeste o desejo pelo menos 60 dias antes;
  • Assine termo de consentimento juntamente com seu cônjuge.

Exceção é feita à laqueadura que pode ser feita no momento da cesárea, desde que seja atestado o risco real para a vida da mulher caso a mesma engravide novamente. Esta situação ocorre, por exemplo, em mulheres com doenças cardíacas.

O arrependimento é frequente?

Estima-se que entre as mulheres brasileiras as taxas de arrependimento fiquem entre 11 e 15%. O problema é que, após realizada, o retorno do funcionamento normal das trompas não pode ser garantido, mesmo com as melhores técnicas de reversão disponíveis.

Este fato é desconhecido por uma grande quantidade de pacientes. No estudo de Cunha, Vanderlei e Garrafa(2007), foi encontrado que 83,6% das mulheres desconhecia a irreversibilidade da laqueadura tubária.

No Brasil destaca-se a primiparidade jovem como um fator que leva à realização precoce da esterilização cirúrgica. Há estudos que demonstram que quanto mais jovem a mulher realiza a laqueadura tubária, maiores são as chances de arrependimento. A morte de um filho também figura como um importante fator de arrependimento e desejo de ter uma nova gestação.

O início de um novo relacionamento é apontado como um dos motivos mais importantes de arrependimento. Ocorre principalmente quando o novo companheiro da mulher ainda não tem filhos e é mais jovem que esta. No momento da decisão por realizar laqueadura, deve ser levado em consideração a estabilidade do relacionamento atual e o suporte familiar do companheiro no momento da decisão pela laqueadura tubária.

Como o médico atua para reduzir as taxas de arrependimento?

Cabe ao médico orientar a paciente sobre todos os métodos anticoncepcionais existentes antes de realizar uma laqueadura. Além disso, é de suma importância deixar claro que após o procedimento não há retorno e uma nova gestação vai ser bastante difícil de ser conseguida.

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Fontes:

VIEIRA, Elisabeth M. O arrependimento após a esterilização cirúrgica e o uso de tecnologias reprodutivas. Revista Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia. Jun 2007.

CUNHA, Antonio C; WANDERLEY, Miriam S; GARRAFA, Volnei. Fatores associados ao futuro reprodutivo de mulheres desejosas de gestação após ligadura tubária. Revista Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia. Mai 2007.

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