Pesquisa do Streptococos agalactiae na Gestação

O Streptococos agalactiae é o causador de infecções neonatais graves e com risco de morte fetal. A pesquisa da contaminação em gestantes próximas ao trabalho de parto permite o tratamento profilático, para evitar que a infecção ocorra.

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O Streptococos agalactie é o microorganismo causador de infecções periparto, sendo uma causa importantíssima de sepse neonatal precoce, uma infecção generalizada gravíssima. Ele coloniza a região genital feminina e tem maior chance de causar sintomas durante a gestação e atingir o feto, que tem menor capacidade de defesa.

O recém nascido infectado pode desenvolver pneumonia e até mesmo meningite, que generalizam com sepse. A infecção é frequente e considerada um dos grandes problemas da neonatologia atual.

E por que está doença é tratada na obstetrícia?

Porque a infecção é causada pela contaminação do recém-nascido durante a sua passagem pelo canal de parto. A doença então se desenvolve em menos de 7 dias após o nascimento, caracterizando uma infecção neonatal precoce.

Além disso, a gestante pode desenvolver infecção do trato urinário, amnionite, endometrite, sepse e até mesmo meningite.

E como a infecção é rastreada?

A recomendação é que seja feita coleta de material vaginal e retal de todas as gestantes entre 35 e 37 semanas de idade gestacional. Nas gestantes com resultado positivo, tratamento adequado quando esta entrar em trabalho de parto evitam complicações para o recém-nascido.

Como o tratamento profilático é feito?

Antibióticos por via endovenosa são usados após a admissão da mulher na meternidade. Eles são mantidos até o momento do parto. Há redução da infecção neonatal em:

Não é necessário fazer profilaxia no caso de cesariana planejada, antes do trabalho de parto e com membranas íntegras.

Quais os cuidados com o recém-nascido?

Nos casos de mãe com contaminação confirmada o recém-nascido deve receber antibióticos endovenosos por 4 horas. Em mães que não receberam profilaxia intraparto e recém-nascido assintomático, pode ser feita somente observação por 48 horas.

Exceção em recém-nascidos prematuros e com história de membranas rotas há mais de 18 horas. Nestes, a coleta de sangue para pesquisa do Streptococos agalactiae deve ser realizada.

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Fontes:

COUTINHO, Tadeu; COUTINHO, Conrado M; ZIMMERMANN, Juliana B, et al. Prevenção da doença perinatal pelo estreptococo do grupo B: Atualização baseada em algoritmos. FEMINA. Jun 2011.

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