Ultrassonografia no 3º Trimestre: Para que serve?

A ultrassonografia foi o exame que revolucionou a prática obstétrica. Traz informações valiosas para o acompanhamento da gestação. Quando realizado na sua fase final, auxilia na definição de condutas em relação ao parto.

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1. Peso fetal – importante para determinar a possibilidade de dificuldades no parto normal. Acima de 4.500g o feto é dito macrossômico e apresenta maior dificuldade de nascer por via vaginal. É característico de mulheres que apresentam diabetes gestacional.

Portanto é importante a determinação do peso fetal por ultrassonografia para preparar a equipe para possíveis complicações e determinar as gestante que necessitam de atenção redobrada no acompanhamento do trabalho de parto.

2. Situação e apresentação fetais – importantes na definição da via de parto. Caso o feto esteja em situação transversa(atravessado no útero) o parto normal será contraindicado. Em situação longitudinal, seja cefálica ou pélvica, o parto normal é plenamente possível e pode ser acompanhado com maior tranquilidade.

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3. Crescimento Intrauterino Restrito – decorre de um insulto que o feto tenha sofrido e que causou alteração no seu desenvolvimento. Quando ocorre no início da gestação, tem formação fetal simétrica. Mais tardiamente, ocorre redução da circunferência torácica, com menor ganho de peso e crescimento assimétrico.

O importante é deixar claro que esta alteração ocorreu por um motivo, seja a doença hipertensiva da gestação, infecção, dentre outros. Além da pesquisa do fator causal, lembrar que há maior risco de sofrimento fetal e por isso esta gestação deve ter acompanhamento próximo.

A cardiotocografia, a ultrassonografia com Doppler e o Perfil biofísico fetal tem grande valor nestas gestações, trazendo redução de mortalidade fetal.

4. Polidrâmnio – aumento excessivo do líquido amniótico que tem maior intensidade no terceiro trimestre da gestação. Está associado a rotura prematura das membranas amnióticas e outras complicações. A ultrassonografia com Índice de líquido amniótico é importante no acompanhamento destas gestações.

5. Oligoâmnio – redução do líquido amniótico que pode prejudicar o desenvolvimento fetal. Quando se desenvolve no final da gestação, alerta para a possibilidade de sofrimento fetal por insuficiência placentária. A menor quantidade de sangue que chega ao feto faz com que ele reduza a sua quantidade de urina e haja menor quantidade de líquido amniótico.

Nestes casos, associar ultrassonografia com Índice de líquido amniótico com alguma técnica que avalie sofrimento fetal.

6. Placenta prévia – é a implantação placentária no segmento inferior do útero. Confirmada após 28 semanas de gestação, quando houve a sua implantação definitiva. Está associada a complicações como hemorragias maternas graves e até mesmo histerectomia.

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Fontes:

MONTENEGRO, C.A.B; REZENDE FILHO, J. Rezende: Obstetrícia Fundamental. 12.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

FREITAS, F. et al. Rotinas em Obstetrícia. 6ª Edição. ed. Porto Alegre: Artmed, v. Único, 2011.

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