Sinais de Alerta na Gestação

A gestação causa grandes alterações no organismo da mulher como forma de promover o melhor desenvolvimento fetal. Alguns sintomas devem ser observados com maior atenção pelo fato de indicarem possíveis alterações graves. Na presença destes a gestante deve buscar atendimento médico.

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1. Sangramento transvaginal precoce:

Todo sangramento transvaginal início da gestação deve ser abordado como ameaça de aborto. Por ser a causa que gera mais apreensão, é a primeira avaliada, lembrando que também pode ocorrer devido a inflamações vaginais, infecções urinárias, traumas locais e após relação sexual, por exemplo. Pode ou não ser acompanhado de dor na região pélvica. 

Na sua ocorrência o melhor a fazer é buscar atendimento médico. Somente o exame médico vai avaliar melhor a causa do sangramento e a necessidade de internamento da mulher. É importante ressaltar que, uma vez desencadeado o abortamento espontâneo e a expulsão do concepto, há muito pouco a ser feito no sentido de evitar que ocorra a perda da gestação. 

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2. Pressão arterial elevada:

As alterações da pressão arterial são a principal causa de morte materna no Brasil. Deve ser ativamente pesquisada em todas as consultas da gestante. Na presença de níveis elevados a mesma merece avaliação detalhada por obstetra.

Existem tipos diferentes de distúrbios hipertensivos na gestação e todos merecem atenção para que sejam evitados maiores danos para a mãe e o bebê. 

3. Dor de cabeça com embaçamento de visão:

dor de cabeça geralmente apresenta aumento de frequência e intensidade na gestação. Geralmente é de fácil tratamento com analgesia simples e não gera maiores complicações.

O problema é quando a mesma se associa a sintomas como elevação da pressão arterial, dor abdominal e escótomas visuais(clarões na visão). Estes são constituintes da iminência de eclampsia e indicam risco de convulsão. Neste caso a mulher necessita de internamento e uso de medicamentos para evitar a eclampsia.

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4. Ganho de peso exagerado:

sobrepeso e a obesidade na gestação estão associados a diabetes gestacional, edema por pré-eclampsia e macrossomia fetal(feto acima de 4kg). Deve ser avaliada a causa deste ganho de peso, bem como a avaliação do desenvolvimento fetal.

5. Diminuição importante da movimentação do bebê:

movimentação fetal reflete um parâmetro de boa vitalidade fetal. A sua diminuição nos estágios finais da gestação pode ocorrer por conta do encaixe fetal para o nascimento. Entretanto, a avaliação fetal é importante para descartar alterações relativas ao sofrimento fetal agudo. 

6. Inchaço nas pernas, mãos e rosto:

O edema de pernas que ocorre principalmente no final da gestação geralmente não indica alterações e decorre da compressão normal do útero sobre as veias abdominais. Contudo, quando for intenso muito intenso, e atingir mãos e rosto, indicam maior gravidade e necessidade de avaliação da mais constante da pressão arterial. 

7. Vômitos persistentes:

Quando os vômitos da gestação ultrapassam o primeiro trimestre(14 semanas de gestação) e/ou ocorrem de forma intensa a mulher deve procurar auxílio médico. Pode ser que esteja se desenvolvendo a Hiperêmese gravídica.  

Esta é caracterizada por vômitos que levam a paciente a desidratação, perda de peso e distúrbios de eletrólitos. Está associada a situações com grande produção de hCG, como a mola hidatiforme e a gestação gemelar, assim como o hipertireoidismo.

O tratamento necessita de internação e uso de medicações por via venosa. A gestante precisa também de hidratação vigorosa e reposição de eletrólitos. 

8. Dor para urinar:

O surgimento de dor ou ardência ao urinar, principalmente quando associada a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, aumento da frequência noturna, febre e dor lombar, deve ser considerado como infecção urinária.

Esta apresenta evolução diferente na gestação. A mulher grávida tem maior quantidade de glicose na urina, o que favorece a proliferação bacteriana. Além disso ocorre maior refluxo de urina da bexiga para a urina e maior quantidade de bactérias atinge as partes superiores do trato urinário, tornando a infecção mais grave.

O tratamento da infecção urinária na gestação deve ser feito prontamente para evitar complicações. Está associada a Rotura prematura de membranas amnióticas Trabalho de parto pré-termo.

Quando ocorre associada a febre, calafrios e dor lombar indica urgência no atendimento. Indica que pode estar ocorrendo a pielonefrite, que é a infecção urinária que atinge os rins. Estas gestantes geralmente são internadas e recebem antibioticoterapia venosa. O acompanhamento da vitalidade fetal também é importante nesta situação.

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9. Ganho insuficiente de peso:

O ganho de peso na gestação varia de acordo com o peso atual da gestante. Varia de acordo com a tabela abaixo. Quando não ocorre ganho de peso ou mesmo perda de peso, a gestante deve ser avaliada quando a sua nutrição.

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A reposição de ácido fólico e sulfato ferroso tem o objetivo de promover o máximo desenvolvimento fetal. Os demais nutrientes devem fazer parte da alimentação da gestante. 

Associado a má nutrição materna e doenças consumptivas como tuberculose e cardiopatias. Prejudica o desenvolvimento fetal e necessita de avaliação por nutricionista para melhorar o aporte de nutrientes da grávida.

10. Palidez (anemia):

Ocorre aumento do volume de sangue na gestação. A mulher necessita produzir mais células sanguíneas e gasta seu estoque de ferro. Se este estiver reduzido a anemia se desenvolverá ou agravará durante a gravidez.

Causa maior risco para a paciente durante o parto e pós-parto visto que estes invariavelmente acarretam perda sanguínea e estados de anemia. As pacientes com valores de hemoglobina abaixo de 8mg/dl devem ser encaminhadas para pré-natal de alto risco para que seja corrigida.

11. Perda de liquido vaginal:

Quando em moderada ou grande quantidade, fluido, incolor ou em cor de água de arroz, espontâneo, sem dor, pode indicar que houve rotura da bolsa. A Rotura Prematura das Membrana Amniótica é uma situação de atendimento obrigatório na maternidade.

Para a confirmação, há necessidade de realizar exame especular e ultrassonografia. Se positivos, a paciente deve ser internada e feita a avaliação da possibilidade de indução.

12. Sinais de trabalho:

O trabalho de parto se inicia de forma gradativa. Não ocorre como nos filmes em que com 2 ou 3 gritos a criança já surge chorando nos braços do médico. Do seu início ao nascimento do feto podem ser passados de horas até dias.

Entretanto ao início das contrações a mulher deve ficar atenta à frequência. Endurecimento da barriga a cada 5 min, acompanhado de dor em cólica, demanda avaliação médica.

A presença de perda de líquido, sangramento e/ou redução importante da movimentação fetal também necessitam de avaliação mais cuidadosa.

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Fontes:

MONTENEGRO, C.A.B; REZENDE FILHO, J. Rezende: obstetrícia fundamental. 12.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

LEVENO, et al. Obstetrícia de Williams. Complicações na Gestação. 2014.

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