Abortamento de Repetição: Por que ocorre?

É definido como a perda de 02 ou mais gestações. Causa bastante impacto nas mulheres atingidas por conta do desejo gestacional não concluído. Ocorre em menos de 1% das mulheres e demanda investigação de causas.

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Um único abortamento já necessita de investigação?

Não necessariamente. O ideal seria que o produto abortado fosse avaliado laboratorialmente em relação a defeitos genéticos. Estes são responsáveis por 75% dos abortamentos espontâneos. Ou seja, a natureza feminina reconhece aquele feto como incapaz de sobreviver devido a malformações graves e ocorre então o abortamento.

Quando ocorrem 02 ou mais abortamentos, principalmente em mulheres que não chegaram a finalizar uma gestação com filho saudável, é necessário que se investigue as causas associadas.

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Causas de abortamento de repetição:

Alterações genéticas – um dos membros do casal pode possuir alterações genéticas nos gametas(espermatozoides e óvulos), que impeçam a formação de fetos normais. Estes defeitos genéticos podem ser leves e não se manifestarem externamente nos pais.

As translocações gênicas são exemplos destes defeitos. Na suspeita de alterações como estas, é importante que o casal faça uma avaliação em serviço especializado em genética.

Insuficiência de corpo lúteo – o corpo lúteo se desenvolve juntamente com o óvulo maduro e mantém a produção de progesterona da gestação inicial, até 12 semanas. Em mulheres com abortamento precoce a redução desta produção de progesterona pode causar abortamento.

Embora ainda não comprovada cientificamente, a sua existência tem fundamentação. Nas mulheres que evoluem com ameaça de abortamento, a reposição de progesterona impede a perda gestacional em uma parcela significativa delas.

Veja também – Como abordar a ameaça de abortamento?

Síndrome dos Ovários Policísticos – alteração hormonal que impede a produção normal ovariana. É associada a abortamentos e dificuldade para engravidar.

Doenças tireoidianas – os distúrbios da tireoide alteram o metabolismo da gestante e provocar abortamentos. É um fator que deve ser sempre pesquisado em mulheres com perdas gestacionais e também naquelas com dificuldade para engravidar.

Veja também – Abordagem do casal infértil

Trombofilias – doenças do sangue são causa comum de abortamento por causarem trombose de vasos placentários e impedir a correta chegada das substâncias maternas ao feto para o seu desenvolvimento.

A Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide é a principal delas. É causa de abortamentos de repetição, tromboses venosas e está associada a Lúpus Eritematoso Sistêmico. Quando é diagnosticada a gestação somente se concluirá com o uso de medicamentos anticoagulantes durante toda a gestação.

Malformações uterinas – quando o útero apresenta alteração de formato, o espaço da cavidade pode ser insuficiente para o desenvolvimento fetal adequado. Constitui assim, mais uma causa de abortamento.

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Fontes:

MONTENEGRO, C.A.B; REZENDE FILHO, J. Rezende: obstetrícia fundamental. 12.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

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