Eclâmpsia: como evitar o mal convulsivo da gestação

A eclampsia consiste no surgimento de convulsões tônico-clônicas generalizadas em mulheres com hipertensão gestacional. Pode causar graves complicações e deve ser evitada ao máximo com medidas profiláticas. O melhor é controlar bem as mulheres com pré-eclampsia para que não chegue a eclampsia.

Convulsão

Como a hipertensão específica da gestação causa eclampsia?

A eclampsia é uma doença cerebral causada pelo aumento exagerado da pressão intracraniana em decorrência dos níveis de pressão arterial. Mulheres com pré-eclampsia não controlada com anti-hipertensivos estão em risco de desenvolver convulsões e prejudicar a sua gestação. Daí a importância fundamental de um bom acompanhamento pré-natal.

Há como intervir antes de a gestante convulsionar?

Sim. Existe a chamada “iminência de eclampsia”. É marcada por sintomas que ocorrem pouco antes de a mulher convulsionar. Os sintomas são dor de cabeça, alterações visuais (clarão na vista) e dor em região do estômago. A presença destes sintomas em pacientes com pré-eclampsia indica início imediato de medidas para evitar a eclampsia.

Qual a medicação usada para evitar as convulsões?

A medicação de escolha é o Sulfato de Magnésio. Age com a redução da excitabilidade dos neurônios, “acalmando o cérebro” e impedindo que a mulher convulsione.

Migräneanfall

E se a mulher convulsionar?

O próprio Sulfato de Magnésio pode ser usado para cessar as crises. É feita uma dose mais concentrada, seguida de 04 fases diluídas em soro. Na suspeita de convulsão por outras causas, pode ser usado outros anticonvulsivantes.

Após a cessação da crise a abordagem com suporte básico de vida com monitorização cardíaca, oxigenoterapia, ambiente silencioso e preparação para o parto. Mais importante que interromper a gestação é estabilizar o quadro materno.

Como as convulsões podem prejudica o feto?

A eclampsia pode precipitar parto pré-termo e descolamento prematuro de placenta. A associação de convulsões com hipertensão aumenta bastante o risco destas complicações.

Além disso, durante a crise o suprimento de oxigênio para o feto fica prejudicado. Pode ocorrer sofrimento fetal agudo e até óbito.

A mulher corre risco de vida?

Sim. As convulsões mantidas podem causar hemorragia intracraniana e morte materna.

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Fonte:

Ministério da saúde do Brasil. Gestação de Alto Risco. Manual Técnico. 5ª Edição. Brasília-DF. 2012.

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