Oligoâmnio: Redução de Líquido Amniótico

A redução anormal do líquido amniótico corre em 0,5 a 5% das gestações. A causa deve ser indicada para que sejam tomadas as medidas terapêuticas adequadas, principalmente em relação à vitalidade fetal.

Causas:

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Diagnóstico:

Durante a história clínica é fundamental definir se houve perda de líquido. Em caso positivo se trata de Rotura Prematura das Membranas Amnióticas e a bordagem é totalmente diferente.

Caso não haja história de perda de líquido, as doenças placentárias devem ser pesquisadas merecendo atenção especial a pré-eclampsia. Esta decorre de um defeito de placentação e pode evoluir com oferta insuficiente de sangue para o feto. Este, exposto a um ambiente intrauterino não-ideal, pode ter Restrição de Crescimento Intrauterino.

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Quais os sinais clínicos de redução do líquido amniótico?

  • Altura do fundo uterino é menor que a esperada para a idade gestacional;
  • A movimentação fetal é mais visível;
  • As partes fetais são mais palpáveis pelo exame abdominal;
  • Ausculta dos batimentos cardíacos fetais também é facilitada.

O exame abdominal com as alterações acima citadas. Além destes, a ultrassonografia com cálculo do Índice de Líquido Amniótico(ILA) confirma o diagnóstico.

ILA(segundo o MS):

  • Normal – 08-18cm;
  • Líquido diminuído – entre 05 a 08cm;
  • Oligoâmnio – menor que 05cm;
  • Polidrâmnio – acima de 18cm.

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Complicações:

Quando ocorre redução do líquido amniótico por doenças placentárias há risco de óbito fetal. Em decorrência disso também pode ocorrer restrição de crescimento fetal. Estas gestações merecem avaliação periódica em relação à vitalidade fetal pelo risco de sofrimento fetal crônico.

Quando decorre de Rotura das membranas ovulares, o prognóstico dependerá da idade gestacional, sendo melhor quanto mais avançada for a gestação.

Se a causa for malformações renais do feto, uma avaliação detalhada por ultrassonografista treinado para buscar outras alterações fetais que sejam sugestivas de malformações sindrômicas.

Conduta:

Aporte de líquidos por via venosa ou parenteral(soro) é uma conduta cotroversa defendida por alguns e negada por outros. O Ministério da Saúde defende o uso de 3 a 4 litros de água por dia, preferencialmente por via oral.

Em rotura prematura das membranas amnióticas deve ser feito corticoide para maturação pulmonar fetal. A avaliação da vitalidade fetal periódica com USG Doppler e perfil biofísico fetal deve ser realizada.

O parto pode esperar o termo se houver manutenção da vitalidade fetal. Em sinais de comprometimento e presença de outras complicações, a gestação deve ser interrompida por cesárea.

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Fontes:

Ministério da saúde do Brasil. Gestação de Alto Risco. Manual Técnico. 5ª Edição. Brasília-DF. 2012.

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