Doença Inflamatória Pélvica

Doença sexualmente transmissível, presente em 10% da população feminina brasileira. Tem complicações tardias como aumento do risco de dor pélvica crônica, infertilidade conjugal e gravidez ectópica. O tratamento é simples e eficaz quando no início da doenças, mas a tendência a recorrer é grande.

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O que é Doença Inflamatória Pélvica(DIP)?

  • “A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma síndrome clínica secundária à ascensão (subida) de microrganismos da vagina e/ou endocérvice ao trato genital feminino, acometendo útero, tubas uterinas, ovários, superfície peritoneal e/ou estruturas contíguas do trato genital superior.” (Freitas, 2010)

É uma doença extremamente comum nas mulheres sexualmente ativas e pode passar despercebida, sendo tratada como um corrimento comum. Segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil (Brasil, 2006), mais de 10% das mulheres em idade reprodutiva têm história de DIP, com custos altos para a sociedade e impacto na saúde feminina.

O problema é que se não tratada na época correta pode permitir a formação de aderências pélvicas e conduzir a mulher a um estado de infertilidade. O reconhecimento da presença destas aderências necessita de histerossalpingografia, um exame caro e pouco disponível na maioria das cidades.

Estudos prévios estimam que 12% das mulheres estão inférteis após um episódio de DIP, 25% após dois episódios e 50% após três ou mais episódios (Westrom; Mardh, 1990).

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Quem tem mais risco?

É mais comum em mulheres:

  • Tabagistas.
  • Raça não branca.
  • Jovens.
  • Nulíparas (que não tiveram gestação e parto).
  • Comportamento sexual de risco.
  • Mulheres com história de DIP prévia.

Sintomas: Pistas para lembrar e diagnosticar

Dor pélvica e em abdome inferior associado a sintomas vaginais devem levantar a suspeita.  Sintomas locais dependem do agente etiológico envolvido:

  • Neisseria gonorrhoeae(gonorreia) – sintomas mais agudos como coceira local, dor ao urinar, urgência ao urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e corrimento vaginal de odor fétido.
  • Chlamydia – causa sintoma mais brandos, porém mais persistentes. Tem maior associação com complicações na gestação como rotura prematura de membranas amnióticas e baixo peso do recém-nascido;
  • Vaginose bacteriana – desequilíbrio dos bacilos do ambiente vaginal, que causa corrimento vaginal de odor fético, coceira e ardor loca, e sintomas urinários.

Também podem estar presentes a dor e sangramentos durante a relação sexual. Chegam a impossibilitar o ato sexual em algumas mulheres.

O que o médico busca no exame físico?

Ao exame físico o médico pode visualizar a presença de corrimento vaginal e bastante dor ao exame de toque. Este deve ser feito com o máximo de cautela para não aumentar o sofrimento da paciente.

O diagnóstico e o tratamento precoce das infecções genitais do trato genital inferior em homens e mulheres e do quadro inicial de DIP são essenciais para evitar as complicações e o estresse emocional na saúde reprodutiva da mulher (Sweet, 1995; William; McCormack 1994).

A ultrassonografia pélvica busca complicações associadas como abscessos (pus) dentro da cavidade. Estes podem precisar de intervenção cirúrgica.

Como é feito o tratamento?

A antibioticoterapia é a terapia de escolha. Em mulheres com sintomas sistêmicos como taquicardia, febre alta, queda de estado geral (moleza e dor no corpo intensas), a internação com uso endovenoso de antibióticos é mais aconselhável.

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Fontes:

Freitas, F. et al. Rotinas em Ginecologia. 6ª Edição. ed. Porto Alegre: Artmed, v. Único, 2010.

Magalhães, Maria L M; Medeiros, Francisco C; Valente, Paulla V; Pinheiro, Luciano S.Ginecologia baseada em problemas. Faculdade Christus. Fortaleza-CE, 2011.

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