Teratógenos: causadores de malformações fetais(Parte I)

Os danos reprodutivos cresceram junto com o aumento das medicações disponívieis para tratar as mais variadas doenças, tornando a gestação um momento de atenção especial em relação a que substâncias a mulher está exposta enquanto sua gravidez se desenvolve. Muitas gestantes ficam receosas de usar medicamentos pelo medo de que este venha a causar algum dano ao seu feto. Mas o que vêm a ser os teratógenos?

Teratógeno é qualquer substância, organismo, agente físico ou estado de deficiência que, estando presente durante a vida embrionária ou fetal, produz uma alteração de estrutura ou função da descendência (Dicke, 1989).

A grande maioria dos danos fetais possuem origem multifatorial, sendo uma junção de fatores ambientais e próprios da própria mulher.

Os fatores que determinam dano fetal são estágio de desenvolvimento do concepto, relação entre dose e efeito, genótipo materno-fetal e mecanismo patogênico de cada agente.

A prescrição das gestantes ainda gera dúvidas, até mesmo em médicos, e é necessária avaliação e reconhecimento dos riscos que cada medicamento ou classe de medicamentos oferece em especial.

São reconhecidas cerca de 30 teratógenos com ação confirmada. Alguns ainda permanecem com efeitos controversos, sendo de bom senso evitar o seu uso durante a gestação. Importante lembrar que as pesquisas neste campo são escassas por motivos óbvios, com a impossibilidade de expor a gestante a um risco e avaliar o desfecho.

A maioria do conhecimento que vem sendo gerado sobre teratógenos na atualidade vem ocorrendo devido ao uso de medicações de forma crônica como anticonvulsivantes e psicotrópicos. Como a maioria das gestações não é planejada, a mulher engravida em uso dos medicamentos habituais e somente depois procura o pré-natal para questionar a necessidade de sua suspensão.

Talidomida:

A primeira droga com efeitos teratogênicos em grande quantidade e que causou uma verdadeira revolução na forma de avaliar a prescrição dos fármacos da gestação foi a Talidomida. Seu uso ainda é feito em pacientes com doenças imunológicas como a hanseníase e alguns tipos de câncer. Quando sua prescrição for necessária, a anticoncepção deve ser rigorosa.

Álcool:

Tem efeitos comprovados sobre o desenvolvimento do sistema nervoso central além de alterações craniofaciais, constituintes da chamada síndrome do álcool fetal. Esta pode ocorrer de forma completa ou somente com alterações mais leves.

Segundo Martinez-frias et al(2004), não existem níveis seguros de consumo de álcool na gestação.

O médico deve alertar a gestante sobre os riscos associados ao consumo de bebida alcoólica na gestação, tranquilizar aquelas que o fizeram um poucas ocasiões e de forma desavisada e realizar acompanhamento da gestação na busca de alterações fetais.

Antineoplásicos e quimioterápicos:

Os medicamentos usados no combate ao câncer causam danos fetais visto que seu mecanismo de ação envolve a redução da divisão celular como forma de reduzir o crescimento tumoral. Quando usados principalmente no primeiro trimestre se associam a morte fetal e abortamento. Em neoplasias, a gestante deve ser acompanhada em conjunto por obstetra e oncologista, avaliando o custo-benefício de cada uma das medidas.

 

Fontes:

FREITAS, F. et al. Rotinas em Obstetrícia. 6ª Edição. ed. Porto Alegre: Artmed, v. Único, 2010.

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