O que é gestação prolongada (pós-termo)?

A grande maioria das gestações desencadeia o trabalho de parto entre 38 e 42 semanas. Sabe-se que acima de 41 semanas os riscos fetais associados ao envelhecimento placentário e a incapacidade de manter a nutrição fetal podem prejudicar a sobrevida fetal.

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Quando uma gestação é considerada prolongada?

Para definir de maneira correta a idade gestacional deve ser calculada. Levamos em consideração os ciclos menstruais da mulher associada à ultrassonografia realizada de preferência antes de 14 semanas de idade gestacional e a avaliação da altura de fundo uterino. Os erros de cálculo da data, são a principal causa de pós-datismo em nosso meio.

Segundo a OMS a gestação pós termo é aquela que ultrapassa 42 semanas ou 294 dias. Devido ao aumento de mortalidade alguns advogam que esta data seja alterada para acima de 41 semanas. A ocorrência é estimada em cerca de 4 a 14% a depender da forma de cálculo da idade gestacional.

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Os fatores de risco são:

  • Primiparidade(primeira gestação).
  • Gestação prolongada anterior.
  • Malformações fetais como anencefalia.
  • Trissomias do 16 e 18.
  • Hipoplasia adrenal fetal.
  • Ausência de pituitária fetal.

Por que a gestação prolongada traz riscos para o feto?

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Após 36 semanas de idade gestacional ocorre diminuição da função placentária  apesar de o crescimento fetal não ser interrompido. Desta forma, um prolongamento exagerado da gravidez expõe o feto a um estado de nutrição e oxigenação insuficientes, com maior risco de sofrimento fetal.

Podem ocorrer restrição de crescimento fetal, redução de líquido amniótico, risco de compressão do cordão umbilical, passagem de mecônio, asfixia e morte perinatal. 

Caso haja função placentária que garanta um nível mínimo de crescimento fetal, este tem maior chance de nascer com peso elevado. Estima-se que 3% dos RN nascidos após 42 semanas tenham mais de 4.500g. O problema é que estes fetos com maior peso estão mais associados a trabalho de parto dificultado e aumentam o índice de cesáreas.

Após o nascimento o neonato está exposto à instabilidade térmica, com maior chance de hipotermia por ter menos tecido gorduroso subcutâneo. Este tecido acaba sendo consumido quando a placenta não consegue manter nutrição fetal adequada. Também podem ocorrer hipoglicemia, policitemia e acidose, todos como reflexo da insuficiência placentária.

Quais são os riscos para a mãe?

Os principais riscos maternos estão associados à macrossomia fetal. Esta aumenta o índice de cesáreas e quando ocorre parto normal, há maiores riscos de lacerações perineais e necessidade de episiotomia.

A desproporção cefalopélvica e o sofrimento fetal, que são indicações de cesárea, estão bastante aumentados após 40 semanas de idade gestacional pelos fatores acima descritos.

Como abordar a gestação pós termo?

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Fontes:

FREITAS, F. et al. Rotinas em Obstetrícia. 6ª Edição. ed. Porto Alegre: Artmed, v. Único, 2010.

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