Gestação pós-termo(prolongada): Como abordar a gravidez que ultrapassa muito a data provável do parto

A gestação normal tem duração máxima estimada em até 42 semanas. Acima disso consideramos como pós-termo, devido às alterações que são características destas gestantes.

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Segundo a OMS a gestação pós termo é aquela que ultrapassa 42 semanas ou 294 dias. Devido ao aumento de mortalidade alguns advogam que esta data seja alterada para acima de 41 semanas. A ocorrência é estimada em cerca de 4 a 14% a depender da forma de cálculo da idade gestacional.

Outro termo bastante utilizado é o pós-datismo, que corresponde à gestação que ultrapassa a Data Provável do Parto(DPP), calculada para 40 semanas de idade gestacional. Os resultados perinatais estão alterados entre 40 e 41 semanas somente nas mulheres que engravidam acima dos 40 anos. Nas demais, as condutas devem ser iniciadas após as 41 semanas de idade gestacional.

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Acompanhamento e terapêutica:

  • A avaliação da vitalidade fetal deve ser feita a cada 3 dias nas gestações pós-termo. Alguns autores defendem a avaliação diária da vitalidade fetal em mulheres com mais fatores de risco como distúrbios hipertensivos e diabetes gestacional.
  • Deve ser feita com cardiotocografia, que avalia a variabilidade de frequência cardíaca fetal de acordo com as contrações uterinas. Associado deve ser feita ultrassonografia com perfil biofísico fetal, que avalia movimentação fetal, tônus, movimentos respiratórios e quantidade de líquido amniótico e fornece um índice que indica comprometimento da vitalidade fetal presente ou não.
  • O mobilograma também pode ser usado. É um método de acompanhamento da vitalidade fetal através da sensibilidade materna aos movimentos fetais. O normal é que a gestante em repouso, após uma refeição como o almoço, sinta com sua mão em cima da barriga, pelo menos 6 movimentos fetais em 1 hora.

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  • Deve ser feito acompanhamento fetal intraparto pelo maior risco de sofrimento nos fetos pós-termo.
  • Amniotomia precoce deve ser feita precocemente como forma de diagnosticar a presença de mecônio no líquido amniótico.

Há discussão na comunidade obstétrica entre a indução do parto e o acompanhamento da vitalidade fetal até que haja condições de interrupção. Na nossa realidade a maioria dos obstetras prefere solicitar uma ultrassonografia obstétrica para avaliar líquido amniótico, peso fetal e vitalidade fetal para avaliar se há condições de indução do parto. Na ausência de condições que viabilizem o parto normal, a cesárea é a melhor opção.

Após 41 semanas deve ser feita a indução do trabalho de parto visto que reduz os riscos de mortalidade fetal intraútero e não aumenta a chance de cesárea.

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Fontes:

FREITAS, F. et al. Rotinas em Obstetrícia. 6ª Edição. ed. Porto Alegre: Artmed, v. Único, 2010.

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