TPM: Quando o normal passa a ser doença

A grande maioria das mulheres vivencia sintomas desagradáveis próximos ao período menstrual. Algumas delas os desenvolvem de maneira mais intensa, com prejuízo social e profissional. Estas mulheres se beneficiam de abordagem médica e tratamento adequado.

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Os sintomas desagradáveis que estão presentes no período pré-menstrual causam incômodo de intensidade variável para a maioria das mulheres. Quando muito intensos podem alterar as relações sociais, bem como o rendimento acadêmico e profissional. Podemos então estar diante de um caso de Transtorno Disfórico Pré-menstrual.

E o que é Transtorno Disfórico Pré-menstrual(TDPM)?

Foram descritos mais de 300 sintomas associados ao TDPM. Para se ter critérios para o diagnóstico do TDPM, segundo o DSM-IV, deve-se encontrar, pelo menos, 5 de 11 sintomas que devem estar presentes no período pré-menstrual, cessando tão logo a menstrual surja, sendo pelo menos 1 dos sintomas os citados de 1 a 4:

1. Humor deprimido, sentimentos de falta de esperança ou pensamentos autodepreciativos.

2. Ansiedade acentuada, tensão, sentimentos de estar com os “nervos à flor da pele”.

3. Significativa instabilidade afetiva.

4. Raiva ou irritabilidade persistente e conflitos interpessoais aumentados.

5. Interesse diminuído pelas atividades habituais.

6. Dificuldade em se concentrar.

7. Letargia, fadiga fácil ou acentuada falta de energia.

8. Alteração acentuada do apetite (excessos alimentares ou anorexia).

9. Hipersonia ou insônia.

10. Sentimentos subjetivos de descontrole emocional.

11. Outros sintomas físicos, como a retenção hídrica e outras manifestações como a enxaqueca, aumento da secreção vaginal, dores vagas generalizadas, diarreia, constipação, sudorese, acne, herpes, crises asmáticas, aumento de peso temporário, dores lombares e ciáticas, distúrbios alérgicos, crises cíclicas de hipertrofia da tiroide, aerofagia, estados hipoglicêmicos e crises convulsivas.

Diferencia-se dos demais transtornos psiquiátricos como transtorno de ansiedade e depressão exatamente pela ciclicidade dos sintomas e pela melhora após o início do ciclo menstrual. Apenas aquelas classificadas como a forma grave do TDPM, ou seja, 3-10% das pacientes, necessita de intervenção medica para controle dos sintomas pré-menstruais.

Como é a forma grave do TDPM?

Quando os sintomas passam a alterar de forma importante as atividades sociais da mulher, com prejuízo no trabalho, risco de delitos e acidentes, além de agressões físicas e verbais a pessoas próximas, deve entrar nos critérios diagnósticos do Transtorno Disfórico Pré-Menstrual na sua forma grave.

Os sintomas do período pré-menstrual são inclusive utilizados por advogados em processos judiciais, visto que a agressividade que a paciente apresenta neste período está associada com prática de crimes e aumento de tendência suicida.

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Qual a causa do TDPM?

A etiologia pensada leva em consideração a resposta de neurotransmissores às variações hormonais cíclicas características dos ciclos menstruais. O período dos sintomas é a segunda fase do ciclo menstrual, quando ocorre a formação do corpo lúteo e aumento dos hormônios que preparam a mulher para uma possível gestação.

Quem tem mais risco de ter TDPM?

Tem caráter genético ocorrendo em 75% das filhas de mães com TDPM e 93% de concordância em gêmeos monozigóticos. Fatores ambientais também tem participação na gênese dos sintomas.

Apresenta maior prevalência em mulheres com elevada carga de trabalho e que fazem uso de quantidades grandes de álcool e chocolates.

Como é feito o tratamento?

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Fontes:

BRILHANTE, A. V. et al. Síndrome pré-menstrual e síndrome disfórica pré-menstrual: aspectos atuais. FEMINA, Fortaleza, v. 38, p. 373-378, jul 2010.

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