Morte Materna associada à Gravidez: Um problema a ser combatido

A morte materna é um problema de saúde pública. Com o avanço dos conhecimentos sobre a gestação e a determinação de que a mesma deve ser acompanhada desde o seu início, a intenção é de que seja reduzida para níveis muito menores dos que temos hoje. Estes expressam falhas que pode e devem ser corrigidas.

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A Organização Mundial de Saúde – OMS define morte materna, segundo expresso na Classificação Internacional de Doenças- 10ª Revisão (CID-10), como:

“Morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da mesma, independente da duração ou da localização da gravidez, devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não devida a causas acidentais ou incidentais.”

Tem como grandes contribuintes em número os países da África subsaariana e Sul da Ásia. Entre mais de 60 mil disfunções maternas em 115 países, as causas de morte materna estão distribuídas da seguinte forma:

  • Hemorragia grave (especialmente durante e depois do parto): 27%
  • Hipertensão na gestação: 14%
  • Infecções: 11%
  • Parto obstruído e outras causas diretas: 9%
  • Complicações de abortos: 8%
  • Coágulos sanguíneos (embolias): 3%

O atraso na instituição de medidas como sulfato para pré-eclampsia grave, suporte para pacientes com abortamento, cesáreas oportunas e antibioticoterapia em pacientes com rotura prematura de membranas amnióticas elevam risco de morte materna. Este risco se torna ainda mais aumentado no caso de doenças maternas como Diabetes Mellitus e obesidade.

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O Brasil apresenta altas taxas de mortalidade materna sobretudo em áreas com menos acesso à saúde como a região Norte. Segundo o último relatório de OMS o país reduziu em cerca de 43% a taxa de mortalidade materna de 1990 a 2013. Ainda assim, encontra-se sem condições de alcançar a meta estipulada de reduzir em 75% até 2015. Ainda mantém números comparáveis a estatísticas africanas, mesmo sendo um país considerado em desenvolvimento econômico acelerado.

Por possuir dimensões continentais, o Brasil apresenta disparidades entre as regiões de sua abrangência. Encontra-se pré-natal de alta qualidade e com baixa mortalidade materna no Paraná, enquanto que cerca de 30% das pacientes no Maranhão tem acesso a serviços de saúde e assistência ao parto de forma adequada.

As pesquisas mostram que estão relacionados com menor mortalidade materna a assistência prestada por profissionais adequados, a atenção à saúde da mulher na sua forma pré-concepcional, a redução de gestações indesejadas, o atendimento universal no momento do parto e a melhora da vigilância das condições de risco à saúde materno-fetal. Somente com investimento adequado e treinamento profissional, com difusão de medidas educativas estas variáveis podem ser modificadas.

A educação popular é outro fator a ser abordado, visto que o grau de instrução da mulher, avaliado por anos de inclusão escolar, é fator isolado de mortalidade materna independentemente do acesso à saúde. Somente a educação destas mulheres promoverá um processo de empoderamento e protagonização femininos no intuito de a mesma ser capaz de cuidar da sua própria saúde, para além da intervenção profissional.

O Chile pode servir de exemplo. Através da revolução educacional e da melhora na assistência o parto, hoje se encontra somente atrás do Canadá em termos de redução da mortalidade materna, dentre os países da América. Estima-se que a abrangência de assistência pré-natal e ao parto neste país tenha chegado a 99% das pacientes.

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Fontes:

SERRUYA, S. J. A morte materna no Brasil: Razão e sensibilidade. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Montevidéo, v. 34, n. 12, p. 531-535, 2012.

OMS: Brasil reduz mortalidade materna em 43% de 1990 a 2013. Disponível online em:

http://www.brasil.gov.br/saude/2014/05/oms-brasil-reduz-mortalidade-materna-em-43-de-1990-a-2013

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