Por quê as mulheres sentem cólica menstrual e como tratá-la

A dor pélvica característica da fase pré-menstrual é causa de grande incômodo nas mulheres em idade fértil. Causa faltas ao trabalho e queda de rendimento acadêmico. Felizmente existem diversos tratamentos que se adequam à dor de cada mulher. 

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Segundo a Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia(FEBRASGO) a dismenorreia ocorre em 70% das mulheres em idade fértil. Causa importante impacto social, familiar, psicológico e econômico, sendo causa frequente de queda de rendimento social e profissional.

Por que a dor menstrual ocorre?

Durante a fase menstrual ocorre descamação do tecido endometrial(que reveste a cavidade uterina) por queda dos níveis hormonais. Ocorre aumento de fatores inflamatórios(prostaglandinas, tromboxanos, leucotrienos e prostaciclinas) em decorrência tanto da menstruação como da ovulação. Estes causam espasmos musculares do útero e vasoconstricção, com consequentes isquemia e dor.

Em algumas mulheres esta produção é exagerada e em outras a sensibilidade é maior à ação destas substâncias. Tendem a ter maior sofrimento durante o período perimenstrual, com dor intensa e comprometimento de suas atividades habituais.

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A dismenorreia é dividida em Primária e Secundária:

Primária – ocorre como reação exacerbada da mulher ao aumento das proteínas inflamatórias(prostaglandinas) durante a ovulação. Por este motivo tem início no intervalo de 2 anos após a menarca(primeira menstruação), exatamente quando a mulher inicia os ciclos ovulatórios em caráter mais regular.

Secundária – ocorre devido a uma causa subjacente que leve a mulher a sentir dor pélvica cíclica. Deve sempre ser pesquisada uma causa além quando os sintomas se iniciarem após 2 anos do início das menstruações e em pacientes com baixa resposta às medidas terapêuticas habituais que serão descritas a seguir. A lista de diagnósticos diferenciais é imensa e a paciente geralmente necessita de encaminhamento para especialista.

Neste artigo abordo somente a Dismenorreia primária. As secundárias serão discutidas em postagens individuais(Ovulação, Síndrome dos Ovários Policísticos, Endometriose, Sangramento uterino disfuncional, Miomatose uterina)

Quais as características clínicas?

A dor tem caráter cíclico, tipo cólica, intermitente, de moderada a forte intensidade, por vezes incapacitante e com irradiação para a região lombar. Se inicia geralmente horas antes do início do fluxo e pode permanecer por dias. Os principais sintomas associados são: náuseas, vômitos, diarreia, cansaço, cefaleia e síncope(desmaio). 

Para que serve a avaliação médica?

Importante para buscar as causas da dor e diferenciar causas primárias e secundárias. Somente assim será possível fornecer o tratamento adequado. O diagnóstico geralmente é dado por história e exame físico.

O médico deve questionar sobre a

É importante lembrar da grande associação existente entre pacientes com dismenorreia e distúrbios psicológicos decorrentes de traumas de infância como o abuso sexual. Com a confiança adquirida o profissional deve, cautelosamente, questionar sobre o tema, tomando o cuidado de não constranger a paciente.

Na ausência de doenças clínicas identificadas temos a paciente com dismenorreia primária e o tratamento é baseado em:

Anticoncepcionais:

  • Em pacientes que não desejam engravidar, reduzem os sintomas em até 90% das mulheres.
  • Tem como função a manutenção de níveis de hormônios, evitando a produção em picos e a ovulação.
  • Sem ovulação, são reduzidas as proteínas inflamatórias e os sintomas álgicos apresentados.

Antiinflamatórios:

  • Reduzem os sintomas de fase aguda da dismenorreia;
  • É importante que a paciente inicie o uso antes dos sintomas, evitando assim a produção das proteínas inflamatórias;
  • Seu uso de forma crônica deve ser evitado por conta dos efeitos sobre o trato gastrintestinal.

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Fontes:

SANTIAGO, R.; E, S.; N, M. Dismenorreia. Projeto Diretrizes, São Paulo, p. 213-219, jun. 2002. ISSN ISSN.

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