O sexo é seguro na gestação?

Gestação não é doença. Todos os hábitos de vida podem ser readequados para que a mulher possa aproveitar este momento da sua vida da maneira mais prazerosa possível, inclusive na sua vida sexual. 

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As alterações físicas e psicológicas que ocorrem na gestação causam a necessidade de uma adaptação às novas demandas do corpo da mulher. Surge uma série de dúvidas e medos à mulher, com relação a aspectos de seu cotidiano como a atividade sexual. 

As modificações corporais interferem na auto-estima feminina, com a ideia de perda da “sensualidade” e medo de que o parceiro perca o interesse por ela. Além disso há disseminação social de mitos e tabus que acabam aumentando a ansiedade da mulher em relação ao ato sexual, além das questões religiosas, tão prevalentes em nossa sociedade, que acabam por inibir a mulher a buscar orientação sobre o tema.

A pesquisa realizada por Barbosa et al., indica que o tema ainda é bastante negligenciado, sendo discutido com somente 50% das pacientes durante o pré-natal. Entretanto é preciso reconhecer que este tema faz parte da abordagem integral à saúde da mulher e deve ser discutido para evitar ansiedade e prejuízo ao bem-estar materno.

Os estudos realizados com as grávidas, mostram que há redução do interesse e da frequência de práticas sexuais durante a gestação. As causas são:

  • No primeiro trimestre há o desconforto devido às náuseas e vômitos.
  • No segundo trimestre a presença da barriga em maior tamanho gera medo de machucar o bebê.
  • No terceiro trimestre há maior desconforto pelo maior peso do abdome gestacional, sendo frequente a queixa de lombalgia.

Também é frequente a queixa de o companheiro da gestante se sentir inibido por medo de machucar a mulher ou o seu filho.

A atividade sexual oferece risco à gestação?

Não. A maioria das pesquisas sobre o tema indica que não há relação entre atividade sexual e rotura prematura de membranas amnióticas, parto pré-termo, baixo peso ao nascer e mortalidade fetal.

Quando a atividade sexual deve ser suspensa?

Indicações formais de abstinência ocorrem em:

Apesar de ser uma indicação comum na prática obstétrica, não há pesquisas que indiquem impacto relevante com a abstinência sexual em pacientes com ameaça de aborto.

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Fontes:

FREITAS, F. et al. Rotinas em Obstetrícia. 6ª Edição. Porto Alegre: Artmed. v. único, 2011.

BARBOSA, B. N. et al. Sexualidade vivenciada na gestação: conhecendo esta realidade. Revista Eletrônica de Enfermagem, Fortaleza, v. 13, n. 3, p. 464-473, jul. 2011. ISSN.

ALVES, J. A. et al. Ameaça de aborto: conduta baseada em evidências. FEMINA, Fortaleza, v. 38, n. 2, p. 111-115, Fevereiro 2010.

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