Como o corpo da mulher se modifica durante a gravidez?

A gestação altera todos os sistemas orgânicos da mulher. Todas as modificações são feitas para garantir o pleno desenvolvimento fetal. O feto desvia os nutrientes e o fluxo sanguíneo da mãe para sua nutrição e oxigenação adequada.

Desenvolvimento fetal GIF

Orientação sobre as mudanças que ocorrem no corpo feminino durante o pré-natal são importantes para melhorar a “convivência” da mulher com seu bebê. Desta forma é possível ajustar comportamentos de forma a minimizar efeitos colaterais, que são bastante comuns.

Hormônios da gestação

Além disso, a existência de doenças maternas deve ser avaliada por possíveis agravos decorrentes da adaptação à gravidez. As doenças cardíacas, por exemplo, geralmente apresentam piora por conta do aumento de volume sanguíneo para nutrir o feto. 

As principais modificações em cada sistema são as seguintes:

Musculoesquelético:

  • O eixo de peso materno é alterado posteriormente com acentuação da curvatura da coluna lombar. Por isso é tão comum a queixa de lombalgia(dor na região lombar), principalmente próxima ao final da gestação.
  • Ocorre alargamento da base, como se a mulher carregasse uma caixa pesada à frente do corpo, formando a chamada marcha anserina(marcha de ganso). Com isso a gestante passa a andar como com as pernas mais afastadas.
  • Maior mobilidade das articulações por conta da progesterona, que aumenta a quantidade de água nos tecidos. Esta mobilidade é importantíssima durante a passagem do feto no canal de parto. No entanto,  facilita a torção de tornozelo durante o uso de salto alto, devendo a gestante usar calçados mais confortáveis e com menor altura. Também devem ser evitadas atividades físicas que causem impacto.

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Cardiovascular:

  • Aumento de cerca de 30-50% na quantidade de sangue da gestante. Ocorre retenção hídrica e aumento da produção de células sanguíneas. Por esta maior produção sanguínea a gestante necessita de suplementação de sulfato ferroso.
  • A placenta forma de vasos de grande calibre e baixa resistência, para garantir aporte sanguíneo suficiente para o feto, causa redução da pressão arterial da gestante no segundo trimestre. Neste período pode haver hipotensão e síncope (desmaios).
  • O útero gestacional compromete o retorno de sangue dos membros inferiores. Com isso ocorre maior formação de varizes durante a gestação. Além disso a gestante não deve permanecer muito tempo em pé, pelo risco de baixo fluxo sanguíneo cerebral e desmaio.

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Respiratório:

  • Aumento do volume abdominal causa elevação do diafragma e compressão da parte inferior do pulmão, reduzindo a quantidade de ar que inspirado em cada ciclo. Em posições desfavoráveis a paciente pode sentir bastante dispneia(falta de ar), principalmente no terceiro trimestre.
  • Aumento das crises de asma brônquica.

Gastrintestinal:

  • A progesterona causa relaxamento da musculatura lisa dos órgãos da digestão. O esfíncter esofágico(que separa o esôfago do estômago) se torna mais relaxado e pode haver refluxo de conteúdo estomacal com sintoma de queimação e azia, principalmente após a ingesta de alimentos muito condimentados e em grande quantidade.
  • Ocorre lentificação da digestão com retardo do esvaziamento gástrico. Além disso o estômago é comprimido pelo útero gestacional e reduz a capacidade de alimentação em grande quantidade numa única refeição, devendo a gestante fracionar as refeições para evitar refluxo gastroesofágico.
  • É queixa frequente a constipação intestinal(intestino preso), com necessidade de maior ingesta de água, líquidos e alimentos com maior quantidade de fibras.O trânsito intestinal mais lento faz com  que a gestante tenha maior tempo de permanência do alimento no intestino e aumenta o intervalo entre as evacuações.

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Urinário:

  • Ocorre aumento da frequência urinária e redução do volume de cada micção isoladamente. O maior volume sanguíneo da gestação aumenta a filtração renal e a formação de urina. Soma-se a este fato, a compressão da bexiga pelo útero preenchido pelo feto.
  • Durante a noite, as micções(frequência urinária) também são notadamente aumentadas. A mulher deve estar atenta para o surgimento de sintomas como dor ou ardência ao urinar, que indicam necessidade de avaliação médica.

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Neurológico:

  • A gestante tem metabolismo aumentado e por isso se sente mais cansada e com maior vontade de dormir.
  • As parestesias(dormência) principalmente em membros superiores e durante a noite ocorrem frequentemente. O ganho de peso excessivo e estados de edema(inchaço) podem facilitar o surgimento destes sintomas. A mobilização correta e constante dos membros superiores pode promover melhora.

Modificações da gestação

Fontes:

FREITAS, F. et al. Rotinas em Obstetrícia. 6ª Edição. ed. Porto Alegre: Artmed, v. Único, 2011.

ZUGAIB, M. Zugaib Obstetrícia. 2ª Edição. ed. Barueri: Manole, v. Único, 2012.

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